Coluna Major Elizete – A Decisão. Confidências da campanha 2018

Publicado por Gildazio em 12 dezembro 2018

     As eleições deste ano, para mim, foram bem mais especiais do que para todos que conheço. Pela primeira vez, candidatei-me a um cargo eletivo… eu sonhei ser eleita deputada federal!

     Eu coordenava um programa de prevenção às drogas da polícia militar que alcançou resultados bem expressivos em nosso estado, o que me rendeu homenagens das mais valorosas, inclusive em outras corporações. E meu sonho era ser Comandante Geral da PMPI.

     Em 2016, o reconhecimento de meu trabalho ecoou com mais ên-fase junto à comunidade política, e fui convidada para disputar um cadeira de vereadora em Teresina, por vários partidos. Na época, eu até fiquei… surpresa… incrédula: Eu?! E recusei sem pestanejar!

    E continuei no projeto de levar lições de prevenção às drogas em todo o Piauí, atingindo a marca histórica de 84 municípios com ações; mas as dificuldades eram enormes! E percebi que a maior delas era vontade política! E admiti o que TUDO É POLÍTICA!

     Foi então que decidi: nas próximas eleições, concorreria!

     Então, reuni a família e expus meu desejo. Primeira reação: “Você é louca?! Com que dinheiro?!” Respondi: “Deus proverá, como tudo em minha vida!”

     Algum tempo depois, um coronel da PM me chamou e perguntou se era verdade o boato de que eu me candidataria. Respondi que sim. Ele disse: “Mas, Elizete, é muito difícil!” Respondi: “E o que na minha vida foi fácil?” E saí daquela sala mais decidida do que jamais estive em relação a ser candidata.

     Mas a guerra estava só começando. Houve um boato de que eu se-ria transferida para o interior e, não nego, tive medo, porque à época eu era mae solteira e minha filha ainda era uma adolescente…! Mas nem por isso desisti; resisti, com joelho no chão … e, não sei ainda se era verdade ou mentira, o fato é que continuei onde estava.

     Então começaram os convites dos partidos; 11 (onze) siglas me fi-zeram propostas das mais variadas. Passei a analisar e elaborar a melhor estratégia para a eleição. Foi muito complicado. Estudei a legislação eleitoral, fiz conjecturas… fui até Brasília, por 2 vezes, conversar com presidentes nacionais e um outro veio a Teresina para conversarmos… propostas das mais surpreendentes possíveis, eu recebi.

     Porém, a minha decisão foi baseada na crença de que um determi-nado político poderia ser diferente de todos os outros… e que ele poderia não só me instruir neste novo mundo, como também ajudar com seu potencial político. Quanto ao recurso para material de cam-panha, aluguel de carros, hospedagem e alimentaçao, como eu previ no início, veio por providencia divina, porque, de todos os candidatos do partido, somente eu recebi, e isso se deu por existir a obrigatori-edade legal de destinacao de 30% para mulheres!

     E filiei-me! Cheguei a pensar que a luta, doravante, seria apenas para conquistar votos! Santa ingenuidade! Aquele era o marco inicial de outra guerra: dentro da coligação e do meu próprio partido, travei batalhas ainda mais difíceis!! Eu pensava: “Quem dera a campanha fosse só fazer chegar aos eleitores as minhas ideias, as propostas… e pedir um voto de confiança…!!”

     Mas isto já é matéria do próximo artigo. Aguardem!!

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