Criança, o que é ser criança? Ser criança é ser feliz, é viver intensamente todos os dias sem preocupação com o tempo, com o futuro, com os problemas, com os desafios. É simplesmente experimentar os momentos fantásticos, sem deixar passar algo despercebido, sentindo o doce arfar da existência no seu mais sonoro gesto, no seu rosto macio e meigo, deixando-se acalentar por cada segundo de ar, de vigor que surge, que respira, que faz os olhos límpidos e claros brilharem diante de cada dia presenteado.
A fase mais bonita da vida também é a mais rápida, mais engraçada, mais encantadora e por que não dizer a mais vibrante e sortuda, pois afinal quando se é criança na maioria das vezes tudo o que se precisa está ao alcance, temos nossos pais sempre ali presentes a nos segurar desde os primeiros passos, o melhor lugar do mundo para viver, primeiro que se conhece e se ama, os mimos dos tios e avós, as brincadeiras intermináveis com os primos, os brinquedos como sonho de consumo, capazes de fazer esquecer o mundo e sobretudo o amor….amor de quem os rodeia e de quem se aproxima, já que um ser pequenino tem a capacidade de estremecer um coração adulto, arrancar um sorriso risonho de um estranho ou mesmo atrair um afago do olhar de seus semelhantes, algo que não se explica, mas se sente.
Ser criança faz parte do presente de muitas pessoinhas, porém parece fazer parte do passado de um número maior de cidadãos, que há tempos tiveram esses instantes, quase outra época, uma outra vida, bem distantes do mundo juvenil, sentindo-se atualmente como se tivessem nascido “grandes”, “doutores” de si mesmos, muitas vezes devido às competições atuais, problemas cotidianos e a vida corrida que se leva, tão sem tempo pra tudo, inclusive para apreciar a alegria contagiante daqueles que estão descobrindo agora o mundo, tão curiosos, tão satisfeitos com o que lhes é presenteado e tão felizes com pouco, porém esbanjadores da sabedoria do ato de sobreviver , ensinando a quem quiser aprender o quanto é importante cada instante sentido.
Neste “dia das crianças” desejo aos buritienses que continuem aproveitando o florescer de sua mocidade porque nisso são mestres e aos adultos, que tenham maravilhosas recordações de suas infâncias, de suas juventudes, do tempo em que se era feliz e não sabia, de quando não havia preocupações na mente e tudo ao seu redor era uma cortina inebriada de magia e encanto, além é claro de também buscar reviver tudo isso ao lado de um pequeno, cedendo-lhes carinho, afabilidade e deixando-se iludir pela simplicidade, pela ingenuidade, pela gargalhada, pelo prazer da descoberta, aventura e energia da alma, tão característicos do doce e cativante semblante infantil.