
Hoje, um ano em vácuos de abraços!
Em olhares escurecidos pela saudade
Em lágrimas teimosas em cascatas
Sinto frio, vozinho!
O vento gela o meu sorriso…
Como essa vida nossa é ingrata!
Achamos, Vô, que somos donos do mundo!
Nada disso! Não somos donos nem dos nossos narizes…
Parece que foi ontem, Vô, que eu era tão pequena, franzina e tão chorona…
E vinhas me dar carinho e me fazer levantar dos muitos tombos.
Lembro-me dos passeios no interior (Espirito Santo) e do esforço que o senhor fazia pra me fazer correr contra o vento!
Eu me sentia protegida e tão feliz!
Mas, um dia, vi que a vida não era assim tão mágica e cresci…meu corpo espreguiçou-se e tive que caminhar sozinha…
E quando pensava que a morte era falácia…perdi o seu colo!
E como sinto aqui esse vácuo imenso chamado SAUDADE!
Durma bem meu querido Avô,7 meses e 18 dias sem sua presença física!



